Da Tupi à Bandeirantes, conheça os principais Pedrinhos das primeiras versões do Sítio para a TV

Da Tupi à Bandeirantes, conheça os principais Pedrinhos das primeiras versões do Sítio para a TV

Da Tupi à Bandeirantes, conheça os principais Pedrinhos das primeiras versões do Sítio para a TV

Depois de um árduo trabalho de pesquisa, que contou com a inestimável colaboração do amigo e diretor do SBT, Jefferson Cândido, conseguimos identificar os principais atores que deram vida ao nosso Pedrinho nas primeiras versões do Sítio para a TV.

Caso você tenha outras informações, entre em contato com a gente.
A colaboração de todos que amam o Sítio do Pica-Pau Amarelo, é muito importante para esse resgate e para que a verdadeira história não se perca com o tempo.

Sérgio Rosemberg

Aos dez anos de idade, Sérgio já trabalhava no Teatro do Comerciário, embrião do atual Teatro do SESC Anchieta, na capital paulista. Viveu o primeiro Pedrinho na TV Tupi de 1952 a 1953.
Grande admirador da obra dramatúrgica de Martins Pena, viveu na ribalta o personagem Carlos da peça “O Noviço”, escrita pelo teatrólogo carioca, no Século XIX.
Abandonou a carreira de ator para se tornar médico pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC, em 1965.

Júlio Simões

O Segundo a viver Pedrinho na adaptação do Sítio do Pica-Pau Amarelo na TV, foi Júlio Simões, em 1953.
Deixou a televisão e o teatro, que tanto amou, para fazer faculdade de direito. Em seguida, trabalhou por 40 anos no Cartório de Registro Civil e Tabelionato do Ibirapuera, em São Paulo, onde chegou à titular.
Apesar do sucesso profissional, longe da vida artística, Julinho Simões nunca esqueceu as grandes emoções que viveu ao lado dos colegas da TV Tupi.
Hoje mora na cidade de Catalão, no interior de Goiás, com sua esposa atual e o filho Bruno Cesar.

Silvio Lefèvre

Desde menino, Silvio Lefèvre gostava de arte. Foi bastante influenciado por seu avô materno Benjamin Fineberg, pioneiro de cinema no Brasil, que na época era representante da empresa americana: Metro Goldwin Mayer”.
O garoto Silvio era fascinado por cinema e arte, e o pai, o médico neurologista que atendia Lobato desde o seu primeiro AVC, Antônio Branco Lefèvre era amigo do também medico psicólogo Júlio Gouveia e de sua esposa Tatiana Belinky, que dirigiam o TESP – Teatro Escola São Paulo.
Um dia Tatiana, vendo o menino Silvio, com cerca de dez anos, disse: Esse é o Pedrinho que eu quero”. E o pai de Silvio não pode dizer não. Assim Silvio, após breve teste, assumiu o papel de Pedrinho na TV em 1953 até 1954.
Porém, temendo que a atuação artística prejudicasse os estudos do garoto, os pais de Sílvio acharam melhor que ele deixasse o programa.
Silvio ficou triste, mas obedeceu aos pais, continuou seus estudos, pensou em ser médico como o pai, prestou vestibular, entrou, mas se interessou por política e foi preso, em 1964, pela Revolução dos Militares, se refugiando posteriormente em Paris.
Embora tenha deixado o cinema e a TV, Silvio Lefèvre não esconde que sente saudade e emoção, ao lembrar dos amigos do TESP e da pioneira TV Tupi. Hoje sociólogo formado pela Université de Paris, casado com netos, editor e livreiro, mora em São Paulo, capital.

David José

David tinha acabado de se mudar para o bairro de Santo Amaro, em São Paulo, onde seus pais foram morar como caseiro em uma Chácara, quando se deparou com vários artistas da TV Tupi, que ali estavam gravando uma externa de novela e ficou encantado.
David convidou os atores Lia de Aguiar, Dionízio de Azevedo, Heitor de Andrade e Flora Geny para tomar café em sua casa e poucos meses depois, acompanhado de sua mãe, foi apresentado ao casal Tatiana Belinky e Júlio Gouveia, e deles recebeu o convite para atuar em um pequeno papel no seriado As aventuras de Tom Sawer”.
Não demorou muito para que ele fosse escolhido para fazer o Pedrinho na adaptação do Sítio do Pica-Pau Amarelo, substituindo Silvio Lefèvre e interpretando esse papel até 1958.
Além de O Sítio do Pica-Pau Amarelo”, fez também o seriado infanto-juvenil Ciranda, Cirandinha”, escrito por Vida Alves. Já adulto, passou a integrar o elenco do Teatro de Arena de São Paulo. Trabalhou também em vários filmes e o primeiro deles foi O Sobrado”, adaptação e direção de Walter George Durst e Cassiano Gabus Mendes.
Morando em São Paulo, casado com filhos David escreveu o livro “
O Espetáculo da Cultura Paulista” onde investiga as raízes da criação artística e da produção cultural em São Paulo, tendo como ponto de partida a inauguração do Teatro Brasileiro de Comédia, em 1948, e a inauguração da PRF3 TV Tupi Difusora, a primeira emissora brasileira de televisão, em 1950.
Com o nime de David Jose Mattos ele escrevreu o livro fundamental “A TV antes do VT: Teleteatro Ao Vivo na TV Tupi de São Paulo (1950-1960)” .
David conta que ainda se emociona quando alguém, na rua o reconhece e o chama de Pedrinho, embora já tenham se passado 40 anos!

André Gouveia

Substituiu David José na Tupi de São Paulo, em 1958 e ficou no papel até 1960. Infelizmente não encontramos qualquer informação sobre o mesmo na internet.

Nagib Anderáos

Um dos primeiros telespectadores dos programas de Júlio Gouveia e Tatiana Belinky, na TV Tupi de São Paulo, como ele próprio se considera, Nagib fez vários pequenos papeis no teatro e na TV, até substituir André Gouveia (que interpretou o personagem em alguns poucos episódios, em substituição ao David José), no papel de Pedrinho, de 1958 a 1961.
Atuou ainda na segunda versão de ”Tom Sawyer”, também de Júlio Gouveia e Tatiana Belinky. Participou do ”TV de Vanguarda” e do ” TV de Comédia”, de Geraldo Vietri.
Passou ainda pela TV Excelsior, até largar a vida artística para se tornar engenheiro.

André José Adler

O ator, roteirista, diretor, locutor e comentarista de origem húngara, viveu Pedrinho na versão carioca do Sítio do Pica-Pau Amarelo, que estreou na TV do Tupi do Rio de Janeiro, em setembro de 1957. Ficou no papel por menos de seis e meses porque como estava crescendo muito rápido, precisou ser substituído por um ator bem mais jovem.
No ano seguinte, atuou em seu primeiro filme, "Pega Ladrão", do diretor italiano Alberto Pieralisi.
Posteriormente participou de diversas produções importantes para o cinema e televisão
Na televisão, foi para a área esportiva, onde ficou conhecido pelas jornadas na Espn International na década de 1990 e 2000 comandava as transmissões do futebol americano direto dos Estados Unidos.
Além de locutor esportivo, André foi compositor, diretor de teatro, cinema e televisão.
Morreu em 2012, aos 68 anos.

Paulo Benchimol

Substituiu André José Adler na adaptação do Sítio para a TV Tupi do Rio de Janeiro, em 1958 e ficou no papel até o fim do programa na emissora carioca. Infelizmente não encontramos mais informação sobre o mesmo na internet.

Haylton Faria

Junto com Nagib Anderáos, interpretou o Pedrinho na versão do Sítio na TV Cultura, em 1964.
Ainda muito cedo se destacou como astro infantil e formou um currículo artístico respeitável.
Fez teatro, cinema e televisão onde atuou em diversas novela de sucesso, como ‘Explode Coração’, ‘Torre de Babel’, ‘Laços de Família’ e ‘O Clone’, entre outras.
Ator, diretor, escritor e produtor, além de psicólogo, Hayton ainda está na ativa.

Mauro Tach

Foi o primeiro a viver o Pedrinho na TV Bandeirantes, em 1967, mas infelizmente, assim como aconteceu com outros atores nessa fase, os registros históricos se perderam no grande incêndio que atingiu a emissora em 1969. Também não encontramos nenhuma informação sobre a bibliografia do ator.

Roberto Campos

Uma história inusitada marcou a escolha do Roberto para o papel de Pedrinho na versão do Sítio na TV Bandeirantes, em 1967.
Em março daquele ano, ele foi até a sede da emissora em São Paulo, em busca de um estágio em eletrônica.
Enquanto aguardava para ser atendido, ele foi guiado para uma outra sala, onde foi confundido com as crianças que estavam ali, naquele dia, para fazer um teste para o papel de Pedrinho.
Entre os participantes, Roberto e mais uma criança (Otavinho) foram selecionados para o teste final. De acordo com o próprio Roberto, os dois não conseguiram desenvolver seus textos na frente do Julio Gouveia, Zodja Pereira e Ewerton de Castro, que estavam ali para avaliar a atuação de ambos. Sem que soubessem, Júlio e Ewerton combinaram de deixar as crianças mais a vontade com Zodja e ela organizou uma improvisação entre eles. Quando Júlio e Ewerton retornaram à sala, uma leve piscadela de Zodja em direção ao Roberto, indicava que ele havia sido escolhido, mas Otavinho também ganhou um papel na adaptação: o de Rabicó.
Depois do Sítio, por seu biotipo magro e rosto jovem, fez várias peças infantis até se apaixonar por sua primeira esposa, Isilda. Vendo que não teria recursos para casar e ter sua própria família ao lado de sua amada, decidiu deixar a vida artística.

Hoje, além de empresário do ramo de informática, é também terapeuta.